Impacto da dieta alimentar na saúde mental

Já ouviu a expressão “nós somos o que comemos”? Não é por acaso! De facto, a alimentação desempenha um papel fundamental na nossa saúde mental. Cada vez mais se tem investigado a influência do nosso intestino em todo o organismo, e é agora inquestionável que este órgão e o cérebro estão em permanente comunicação dinâmica e bidirecional, reforçando a indissociável ligação entre a mente e o corpo e vice-versa.

A ciência tem vindo a concluir que o sistema nervoso entérico que o intestino possui, um sistema nervoso próprio deste órgão, apresenta mais de 500 mil células nervosas, produzindo também mais de 30 neurotransmissores, incluindo a serotonina e a dopamina. Para ter uma ideia, estima-se que 50% da dopamina do nosso corpo e 90% da serotonina sejam processadas no intestino. Por isso, não é exagero dizer que um desequilíbrio no funcionamento deste órgão pode contribuir para o desenvolvimento de quadros de ansiedade, depressão e até mesmo doenças neurodegenerativas.

A microbiota – o conjunto de microorganismos que habitam no nosso aparelho digestivo – apresenta um impacto significativo na química do cérebro. Esta participa na regulação de funções cerebrais, modulando comportamentos e processos psicológicos que afetam o humor e a cognição. Por isso, quanto mais diversificada for a nossa dieta alimentar, mais diversificada será a nossa microbiota. Quanto mais rica e variada for, mais saúde intestinal e bem-estar teremos.

Desta forma, não restam dúvidas sobre a importância de cuidarmos da nossa Saúde Digestiva, que para se manter em equilíbrio e harmonia, exige que adotemos estilos de vida saudáveis, nos quais se incluem práticas como uma dieta equilibrada, evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco, e o excesso de peso, mantendo-se dentro de um adequado índice de massa corporal.

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Sara Cruz

No nosso blog vai poder ler artigos escritos pelas nossas psicólogas sobre temas da atualidade e saúde mental.

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