Já alguma vez sentiu que a sua cabeça não desacelera, que os pensamentos não param, que está “sempre com a cabeça a mil”, mesmo quando tenta descansar?
Já se apercebeu que, quando surgem alguns pensamentos, estes se repetem vezes e vezes sem conta e, que na verdade, acabam por ir todos dar ao mesmo sítio: a pensar em tudo o que pode correr mal? Criar vários cenários dentro da sua cabeça, imaginar tudo o que de pior pode acontecer ou ser dito, construir diálogos internos e antecipar os vários comportamentos e ações que podem surgir, como se estivesse constantemente a tentar preparar-se para todas as possibilidades…
Quero que saiba que, normalmente, há uma função por trás disto!
Quando está envolvido neste tipo de pensamentos, está, muitas vezes, a tentar ter controlo sobre o futuro. Quando não possui informação suficiente sobre aquilo que pode acontecer, tendemos a criá-la. No entanto, essa “informação” acaba frequentemente por ser direcionada para os cenários mais negativos. Esse processo também pode surgir com a função de evitar falhar, de não errar e de não ser apanhado de surpresa.
No entanto, há um problema neste modo de funcionamento.
Quanto mais tenta prever tudo na sua cabeça e pensar em todos as hipóteses possíveis, menos descanso o corpo tem, maior é a subcarga psicologia e mais intensa se pode tornar a experiência emocional. Tudo isto acaba por resultar em maior desgaste e sofrimento.
Pode parecer uma forma de lidar com a incerteza e de se tranquilizar para o desconhecido do futuro, mas, na verdade, acaba muitas vezes por ter o efeito contrário, alimentando ainda mais a ansiedade, tristeza, raiva… e dificultando o descanso mental.




