Há um tipo de cansaço que não passa com descanso. Dorme e continua cansado, tira um dia para si e não recupera. Muitas pessoas ficam confusas com isto, porque acreditam que não têm motivo para se sentirem assim e ficam a questionar-se: “Mas estou assim porquê?”.
A verdade, é que nem todo o cansaço é físico e, se a origem do cansaço não for física, o corpo pode parar, mas a mente e o mundo interno continuam em movimento. Por vezes, é como se houvesse algo dentro de si que não está verdadeiramente em pausa.
Nesses casos, o mais importante não é fazer uma pausa maior, mas uma pausa diferente: uma pausa que permita escutar o que tem sido ignorado (uma preocupação constante que nunca chega a “desligar”, uma sensação de responsabilidade que pesa mais do que devia ou até um conjunto de emoções que vai adiando sentir).
Estar sempre em alerta cansa, pensar demasiado cansa, estar constantemente a gerir emoções, expectativas e decisões também cansa. É um trabalho silencioso: conter, adaptar, seguir em frente sem dizer nada… e, embora possa parecer que está a “aguentar bem”, há um custo: um cansaço mais silencioso, mas que vai acumulando.
Muitas vezes, o primeiro passo não é descansar mais, mas sim: compreender de onde é que este desgaste está a vir, compreender que este cansaço não surgiu “do nada” e que tem história, tem contexto, tem sentido e pode ser compreendido e transformado. E a nossa equipa de psicólogos está aqui para o ajudar a fazê-lo.




