O abuso numa relação, amorosa ou de outro tipo, pode assumir várias formas e, por vezes, o que em muitos casos se manifesta como violência física, em outros aparece com agressões verbais, emocionais e psicológicas.
Insultos sobre o outro, gritos constantes e desproporcionais, controlo sobre as ações do/a parceiro/a (sob a justificação de preocupação ou amor), manipulação e/ou chantagem emocional – são formas de abuso psicológico que não devem ser ignoradas.
Muitos destes comportamentos aparecem disfarçados de provas amor, como sendo parte de uma relação de intimidade, em que o desejo de proximidade e de exclusividade explicaria este tipo de controlo. Porém, o afeto que os mesmos provocam é inconfundível e pode ser o verdadeiro sinal de alerta: o desconforto, o medo, a culpa, a sensação de desvalorização e a dúvida se de facto é amado/a.
Fazem parte de uma relação saudável momentos de conflito, desajustes entre expectativas e realidades, chamadas de atenção e sentimentos transitoriamente ambíguos. Porém, se for aquela a tonalidade constante na sua relação, se o que sente com o/a seu/sua parceiro/a for predominantemente negativo e se sente que a culpa cai recorrentemente sobre si, poderá valer a pena repensar este lugar que habita.
A nossa história dita-nos, muitas vezes e internamente, as relações onde acabamos por permanecer, o amor (ou a ausência dele) que sentimos que merecemos receber. A psicoterapia pode ser o contexto para compreender estas dinâmicas e interromper repetições e padrões relacionais.
Venha pensar e sentir sobre tudo isto connosco!




