Pedir ajuda nem sempre é fácil: pressupõe vulnerabilidade, e nem todos têm facilidade em demonstrá-la. Por este motivo, antes de pedir ajuda e de marcar a primeira consulta de psicologia, a maioria das pessoas já…
• tentou aguentar sozinha
• tentou ignorar o que sentia
• tomou vitaminas para “ter mais energia”
• convenceu-se de que “isto vai passar”
• recorreu a pseudo-terapias
• conversou com o ChatGPT
Quando a pessoa chega à consulta, chega muitas vezes exausta, sem esperança e, por vezes, cética — afinal, nada resultou até então.
Enquanto profissionais, sabemos que pedir ajuda especializada raramente é o primeiro passo; é, muitas vezes, o último. A psicoterapia não é uma solução imediata ou mágica, mas é um espaço seguro onde o sofrimento pode ser escutado, compreendido e trabalhado, ao ritmo de cada pessoa. Ainda assim, quanto mais cedo esse pedido acontece, mais rápida tende a ser a sensação de alívio, a recuperação e, consequentemente, menor tende a ser o sofrimento.
Reconhecemos que não é um passo fácil de dar. Pode doer, pode ser desconfortável. Mas estamos aqui para o acompanhar — sejamos nós o primeiro ou o último.
Pedir ajuda não é sinal de fraqueza nem de falha pessoal, mas um gesto de cuidado consigo próprio.




